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Adesão à greve na vidreira Santos Barosa na ordem dos 80% – sindicato

Os trabalhadores da Santos Barosa começaram na segunda-feira uma greve, a segunda em cerca de um mês, pelo aumento do salário e melhores condições de trabalho, paralisação que terminou esta quarta-feira.

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Greve Santos Barosa
Foto: Greve na Santos Barosa / Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira (STIV) anunciou esta quarta-feira que a adesão à greve na vidreira Santos Barosa, na Marinha Grande, foi na ordem dos 80%, esperando agora disponibilidade da empresa para continuar as negociações.

“Os números que temos apontam para uma adesão na ordem dos 80%”, disse à Lusa a coordenadora do STIV, Etelvina Rosa, qualificando o balanço como “bastante positivo”.

Segundo a dirigente sindical, “os trabalhadores aderiram de uma forma corajosa e conscientes de que a luta vai continuar até alcançarem os objetivos que têm no caderno reivindicativo”.

“O que esperamos agora é que haja da parte da empresa a disponibilidade para continuar as negociações”, adiantou, referindo que “outras formas de luta, incluindo uma possível nova greve, não estão excluídas”.

Numa nova enviada à agência Lusa pela Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro e o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira (STIV), que convocaram a greve, lia-se que os trabalhadores da vidreira “continuam em luta pela defesa da proposta reivindicativa para 2021” e, nos plenários realizados, “não aceitaram a contraproposta apresentada pela direção” da unidade.

“O esforço, a dedicação e o profissionalismo dos trabalhadores têm de ser recompensados de forma digna, tendo em conta os lucros do grupo Vidrala [de que faz parte a Santos Barosa], bem como o esforço e o empenho demonstrados, em especial neste período de pandemia”, refere a nota, que defende o “aumento justo e digno do salário” e “melhores condições de trabalho”.

A federação e o STIV tinham convocado uma greve, com início em 22 de março e que terminou no dia 24 do mesmo mês, por aumentos salariais de 3,5% e outras reivindicações.

À Lusa, Etelvina Rosa afirmou na segunda-feira que na greve anterior “havia um rol de revindicações, que continuam a existir, mas que os trabalhadores aceitaram negociar e calendarizar, a partir de setembro, como foi proposto pela empresa”.

“Os trabalhadores consideram insuficientes os valores que a empresa tinha colocado para aumentos salariais, mas estavam disponíveis para aceitar a proposta para o corrente ano desde que existisse o compromisso por parte do Grupo Vidrala de fazer a redução faseada de 37,5 horas semanais que alguns trabalhadores ainda fazem, para as 35 horas”, explicou a sindicalista.

Outra das reivindicações que os trabalhadores queriam ver garantida é o aumento do subsídio de turno, de 22,5% para 25%, acrescentou Etelvina Rosa.

A unidade tem 504 trabalhadores e dedica-se ao vidro de embalagem, segundo o STIV.

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