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Sociedade

Administrador da Misericórdia de Leiria acusado de falsas declarações

A investigação foi efetuada pela Polícia Judiciária de Leiria.

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Por

Lar Nossa Senhora da Encarnação

O Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Coimbra deduziu acusação contra o administrador hospitalar da Misericórdia de Leiria, pela prática de um crime de falsas declarações, disse à agência Lusa fonte policial.

Também de acordo com uma nota publicada na página da Procuradoria-Geral Regional de Coimbra, os factos ocorreram no dia 19 de janeiro de 2021, no decurso da vacinação contra a covid-19 dos utentes de uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas de Leiria, pertencente à Irmandade da Santa Casa da Misericórdia.

De acordo com a acusação, o arguido – que, segundo o ‘site’ da Santa Casa da Misericórdia, assume a função de administrador hospitalar – “prestou informação falsa à equipa de enfermagem, ao afirmar que havia funcionários daquela Instituição Particular de Solidariedade Social para vacinação não incluídos na listagem inicial”.

Para o MP, “esta conduta levou a que fosse aberto um frasco suplementar e inoculadas pessoas não prioritárias e sem qualquer critério de elegibilidade para a fase de vacinação em curso”.

Em junho, o Ministério Público abriu 216 inquéritos-crime relacionados com fraudes no processo de vacinação contra a covid-19, dos quais 30 já tinham sido concluídos, e constituiu mais de 50 arguidos, estando em causa indícios da prática dos crimes, sobretudo, de recebimento indevido de vantagem, abuso de poder, peculato, apropriação ilegítima ou abuso de confiança.

O dirigente de uma instituição particular de solidariedade social (IPSS) da Caranguejeira, concelho de Leiria, também tinha sido acusado do crime de falsas declarações, por alegadamente ter conseguido que uma pessoa fosse vacinada contra a covid-19 apesar de não ser prioritária, mas não vai a julgamento.

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