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Alcobaça pede testes para trabalhadores das campanhas agrícolas no Oeste

Só em Alcobaça, “prestam serviço, ao longo de todo o ano, entre 100 a 200 migrantes”, chegando nesta altura aos mil.

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Maçã
Foto: Pixabay

O presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, apelou esta quarta-feira ao Governo para que sejam feitos testes aos trabalhadores temporários contratados para as campanhas agrícolas na região Oeste, para minimizar o risco de propagação da pandemia de covid-19.

A vinda de “milhares de trabalhadores para a região, sem a realização de testes, pode tornar-se numa situação gravíssima”, alertou hoje Paulo Inácio (PSD), defendendo a “obrigatoriedade de as autoridades acautelarem este cenário”.

O autarca apelou ao Governo para que “crie um programa de testes semelhante àquele que foi definido para o setor das pescas” e que as empresas de trabalho temporário, que contratam migrantes para as campanhas de apanha da fruta, “não possam colocar no terreno pessoas que não apresentem testes recentes”.

Além do programa de testes, o presidente defende “uma fiscalização mais atuante por parte da Autoridade das Condições de Trabalho (ACT) para garantir condições de habitabilidade e salubridade” àqueles trabalhadores, “na sua maioria oriundos de vários países dos continentes africano e asiático, acomodados frequentemente em condições infra-humanas”, disse à agência Lusa.

Só em Alcobaça, “prestam serviço, ao longo de todo o ano, entre 100 a 200 migrantes”, sublinhou, estimando que, durante as campanhas da apanha da fruta o número ascenda a “cerca de mil” no concelho e a “vários milhares distribuídos pelos restantes concelhos com atividade agrícola”.

O apelo visa a contenção do coronavírus no concelho, que se debate com um foco infeccioso na Santa Casa da Misericórdia de Aljubarrota, onde 29 dos 35 idosos do lar testaram positivo, bem como 10 funcionários da instituição e dois familiares destes.

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