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Alcobaça quer ser Cidade Criativa da Gastronomia

A candidatura está a ser preparada em parceria com o Instituto Politécnico de Leiria, devendo ser submetida em junho.

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Pão de Ló de Alfeizerão
Foto: Pão de Ló de Alfeizerão / asenhoradomonte.com

A Câmara de Alcobaça vai candidatar-se à Rede de Cidades Criativas da Unesco na área da Gastronomia, visando levar catapultar o concelho para a vanguarda da produção e da transformação de alimentos, em associação com setores como a cutelaria.

A candidatura à Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) está a ser preparada em parceria com o Instituto Politécnico de Leiria, devendo “ser submetida em junho e os resultados conhecidos em outubro”, disse esta terça-feira à agência Lusa o presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio (PSD).

O objetivo da candidatura na área da Gastronomia será “evidenciar o potencial do concelho nesta matéria, mantendo o seu referencial histórico e posicionando-se na vanguarda da produção alimentar numa altura em que o setor sofre uma verdadeira revolução”, explicou o autarca.

No dossiê que está a ser preparado a Câmara sublinha o percurso já efetuado, em que se destaca “a produção de hortícolas e frutas como a maçã de Alcobaça, mas também a produção de raças autóctones que só existem neste território, como o porco malhado”.

A proliferação de empresas transformadoras, na área da frutologia, e da conservação de alimentos é outro dos argumentos apresentados na candidatura, que “pretende contribuir para o desenvolvimento destes clusters” e simultaneamente “intensificar a afirmação de Alcobaça ao nível da criatividade ligada à doçaria”.


Alcobaça já é reconhecida pelo pão-de-ló de Alfeizerão ou, mais recentemente, o de Cós

O concelho realiza anualmente uma mostra internacional de doces conventuais em que são premiados os melhores doces e licores, sendo conhecido por especialidades como o pão-de-ló de Alfeizerão ou, mais recentemente, o de Cós.

O “domínio criativo” dos produtores e empresas locais “pode alavancar todo um conjunto de produções artesanais e industriais ligadas à mesa, como a olaria, a faiança e o vidro, passando pelo têxtil (tecelagem e estamparia), a cutelaria, o fabrico de vinho e o processamento conserveiro”, afirmou Paulo Inácio, acrescentando que a aposta “passará também pela inovação industrial, pela investigação e pelo ensino superior ligado ao setor”.


A população também é convidada a participar

Em comunicado, a Câmara defendeu que a força da candidatura “é diretamente proporcional ao grau de envolvimento da comunidade, dos empresários e das forças políticas”, apelando à participação da população em sessões de recolha de contributos para o dossiê, a próximas das quais será realizada no próximo dia 11, através da plataforma Zoom.

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