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Autárquicas 2021

BE: Luís Miguel Silva quer romper com política sempre feita pelos mesmos

Sobre a “prioridade das prioridades”, o cabeça de lista declarou que “será, sem margem de dúvida, a parte ambiental”.

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Luís Silva BE
Foto: Luís Miguel Ferreira da Silva é de Leiria e tem 31 anos / DR

O cabeça de lista do Bloco de Esquerda à Câmara de Leiria, Luís Miguel Silva, de 31 anos, quer romper com a política sempre feita pelos mesmos intervenientes e elege o ambiente como “a prioridade das prioridades”.

Em declarações à agência Lusa, Luís Miguel Silva rejeitou que o facto de ser menos conhecido e de não ter experiência autárquica, quando comparado com outros candidatos, possa ser uma desvantagem na corrida eleitoral.

“Não considero que isso possa ser uma desvantagem, até porque a candidatura vem mesmo nesse sentido: tentar romper com os poderes instalados, tentar romper com uma política que é sempre feita pelos mesmos intervenientes”, afirmou, considerando que, nesse sentido, pode “ser uma mais-valia”.

Para o candidato, “ser jovem, ser irreverente, trazer essa forma de estar diferente na política, pode ser, sim, uma vantagem e não uma desvantagem”.

“Até porque, lá está, não trago os vícios a que estamos habituados a assistir, não trago os jogos de influências a que estamos habituados a assistir e com os quais já não conseguimos compactuar. A população, em geral, quer ver algo diferente, quer ver alguém que consiga fazer frente a certas elites, alguém que consiga romper com esses tais poderes, essas elites que estão sempre na mó de cima e sempre a subjugarem a população à sua condição de fragilidade”, destacou.

Licenciado em Relações Públicas e Comunicação Empresarial, o candidato, atualmente desempregado, trabalhou “durante seis anos numa multinacional como técnico de tratamento térmico de metais”, onde travou “uma luta pelos direitos dos trabalhadores, vindo a ser eleito delegado sindical”.

Foi voluntário em Kibera, Quénia, onde apoiou crianças desfavorecidas, e prestou auxílio a refugiados de guerra em Atenas, Grécia, tendo tido ainda uma “breve colaboração como tesoureiro da associação juvenil Collippo, em Leiria”, de acordo com informação enviada à Lusa.

Luís Miguel Silva é membro da Coordenadora Distrital de Leiria do Bloco.

Desafiado a definir numa frase a candidatura do BE à Câmara de Leiria, o cabeça de lista respondeu: “Luta contra o medo. Há o medo dos cidadãos, da população em geral, de lutar contra as injustiças de que são vítimas e, ao mesmo tempo, demonstrar que juntos podemos fazer muito mais e melhor, e que o Bloco estará sempre aqui para o que der e vier”.

“As questões ambientais são uma das grandes causas em Leiria”, sustentou o candidato, referindo os “variados atentados, nomeadamente as descargas ilegais em toda a rede hidrográfica do rio Lis”, para concluir que “a parte ambiental será a grande bandeira” da campanha, com o Bloco a querer devolver “o ambiente, um futuro sustentável, aos leirienses e às populações envolventes”.

Para Luís Miguel Silva, os eleitores devem votar no BE pela “forma de estar diferente na política”, que inclui lutar por “uma reconexão das pessoas” com as “origens e valores mais nobres enquanto seres humanos, pela reconexão dos leirienses com o rio e o meio ambiente, pela reconexão da cidade com a periferia”.

“O Bloco pode e tem nestas eleições um papel importantíssimo neste quebrar do medo e desta ideia generalizada da população em que nada vai mudar, de que são todos iguais, de que somos demasiados pequenos”, acrescentou.

A Câmara de Leiria é liderada por Gonçalo Lopes, eleito pelo PS, que obteve um total de oito mandatos em 2017. O PSD ocupa os restantes três lugares do executivo.

 

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