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Câmara de Leiria aprova orçamento de 90 M€. Mais de dois milhões são para combater a pandemia

A Câmara de Leiria pretende ainda uma redução do passivo financeiro na casa dos 21%.

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Câmara de Leiria Estátua D. Afonso III
Foto: Câmara de Leiria / NL

A Câmara de Leiria (PS) aprovou, com os votos a favor da maioria socialista e contra do PSD, o orçamento para 2021, no valor de 89,6 milhões de euros, dos quais 2,2 milhões estão destinados ao combate à pandemia.

O orçamento cresce dos 81,2 milhões de euros de 2020 para 89,6 no próximo ano. Dez por cento dessa subida deve-se à delegação de competências na Educação.

Leiria afeta um milhão de euros para o programa pós-covid-19, destinados à aquisição de equipamentos, bens e serviços e atribuição de apoios.

O Fundo Municipal de Emergência, criado para intervir face às necessidades resultantes da crise pandémica, conta com 1,2 milhões de euros, “o equivalente a 1% da receita de IRS”, disse o presidente da Câmara.

“A pandemia está presente de maneira evidente no orçamento”, realçou Gonçalo Lopes, assumindo uma “forte aposta na área da proteção das pessoas e também na área da saúde”. O autarca admitiu que o valor destinado a estas medidas covid-19 pode vir a ser revisto “em fevereiro ou março”.

Na reunião extraordinária do executivo, realizada na sexta-feira, Gonçalo Lopes, destacou ainda o reforço do investimento nas freguesias, cuja dotação orçamental cresce cerca de 33%, com mais 2,9 milhões de euros de transferências, e 7 milhões de euros de investimento em obras e beneficiação e manutenção de vias.

O município de Leiria espera para 2021 receitas correntes no valor de 75,6 milhões de euros e receitas de capital de quase 14 milhões de euros. A delegação de competências na Educação resulta na transferência para o município de 9,2 milhões de euros.

A despesa corrente será de 52,9 milhões de euros e a despesa de capital de 36,7 milhões euros. Ainda no âmbito da despesa, cresce o custo com pessoal em cerca de 44%, devido à transferência dos recursos afetos à Educação, estando também previsto um reforço de pessoal dos quadros municipais, que implica um investimento na ordem de 1,8 milhões de euros.

Pela oposição, representada pelos três eleitos pelo PSD, o vereador Fernando Costa disse ter “pena de não ver as despesas de capital mais reforçadas”.

“Gostava de ver mais ambição no orçamento e no plano”, afirmou, justificando o voto contra dos social-democratas.

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