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Sociedade

Comendador Avelino Gaspar vai a julgamento acusado de branqueamento de capitais

Em dezembro de 2015, Avelino Gaspar foi condecorado pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, com o título de Comendador de Mérito Industrial.

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Sede Grupo Lusiaves
Foto: Sede Grupo Lusiaves em Leiria / nerlei.pt

Avelino Gaspar, presidente do conselho de administração da Lusiaves, vai ser julgado por um crime de branqueamento de capitais, em coautoria com Mário Pinto, decidiu o Tribunal de Viseu.

De acordo com o jornal Correio da Manhã (versão paga), segundo a acusação do Ministério Público (MP), o comendador é acusado de ter delineado um plano, em 2006, para transferir e desmantelar o património da empresa Avilafões, para uma das sociedades do grupo da Lusiaves (Campoaves).

O objetivo seria provocar a insolvência e prejudicar os credores. Em 2009, terá tentado branquear o capital – 1 milhão de euros – numa offshore, a Risa Finance LLC, que, segundo o MP, era administrada pelo próprio empresário, escreve o jornal.

Os arguidos arriscam-se a ter de pagar uma indemnização civil que ultrapassa os 1,6 milhões de euros.

Ao jornal CM, em setembro, a Lusiaves disse acreditar que, na instrução, seria possível “fazer prova clara e inequívoca que não se verificou qualquer ato censurável ou ilícito”, algo que acabou por não acontecer.

Avelino Gaspar, fundador da Lusiaves, é pai de Paulo Gaspar, presidente do Conselho de Administração da Triun, sociedade que adquiriu 23% da Media Capital à Prisa, tornando-se no segundo maior acionista da dona da TVI, depois de Mário Ferreira (30,22%).

Escreve o jornal Correio da Manhã, que o nome de Avelino Gaspar está proposto para vogal do conselho de administração e presidente da Comissão de Remuneração dos Órgãos Sociais da Media Capital. O do filho, Paulo, para vice-presidente do grupo de media. A assembleia-geral elege os novos órgãos dia 24 de novembro.

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