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Distrito de Leiria com 637 operacionais para combater fogos rurais na fase mais crítica

De 1 de julho a 30 de setembro o distrito vai contar com três meios aéreos: Figueiró dos Vinhos, Pombal e Porto de Mós.

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Fogo Porto de Mós
Foto: Incêndio em Porto de Mós / Facebook Jorge Vala

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) no distrito de Leiria tem este ano 637 operacionais na fase mais crítica e dispõe ainda de três meios aéreos sediados no território, anunciou hoje o comandante distrital.

“Na fase mais musculada, no nível IV [de 01 de julho a 30 de setembro, a fase mais crítica], temos 637 operacionais em permanência para a primeira intervenção a incêndios rurais que depois poderão ser reforçados quando haja essa necessidade também com aquilo que são as equipas de intervenção permanente dos corpos de bombeiros”, afirmou o comandante distrital de operações de socorro, Carlos Guerra.

O responsável falava na apresentação do Plano Operacional Distrital no âmbito do DECIR de 2022, que decorreu nos Paços do Concelho de Leiria.

Segundo Carlos Guerra, o distrito tem sediados três meios aéreos naquela fase, em Figueiró dos Vinhos, Pombal e Porto de Mós.

Apesar disso, o distrito de Leiria pode contar sempre com outros meios aéreos instalados nos distritos limítrofes.

O responsável distrital referiu que o “dispositivo é muito semelhante ao de anos anteriores”, frisando, contudo, que houve “um aumento do dispositivo” em termos humanos, “muito por força da constituição das equipas de intervenção permanente”.

Salientando que o “grande objetivo é o ataque inicial, é debelar os incêndios na sua fase mais nascente, o mais precoce possível”, Carlos Guerra adiantou que o que é pedido a todos os operacionais é “combater com rapidez e segurança”.

Depois, o comandante distrital lembrou dados da GNR, segundo os quais cerca de 65% dos incêndios “têm causa humana”, negligente ou dolosa, para frisar que “parte são originados por queimas e queimadas”.

Assinalando a aposta na prevenção dos comportamentos de risco e na “deteção precoce, o mais rápido possível”, dos incêndios, Carlos Guerra realçou o papel da videovigilância na floresta, explicando que “98% do território” da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria está coberto por estas torres, num esforço que a Comunidade Intermunicipal do Oeste (sul do distrito) também está a fazer.

Carlos Guerra apontou o contributo da videovigilância na “capacidade de monitorização e de operação”, isto é, no apoio à deteção e à decisão quanto aos fogos, elencando ainda o trabalho de outras entidades, como Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Judiciária, Força Armadas, serviços municipais de Proteção Civil ou Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, entre outras.

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil, Gonçalo Lopes, destacou que este “será um ano com especial preocupação” para todos os que trabalham nesta área.

Gonçalo Lopes, também presidente da Câmara de Leiria, pediu que a utilização do espaço exterior seja feita com muita exigência, pois disse acreditar que “os riscos irão aumentar”.

Referindo ainda que, com as questões das alterações climáticas, esta matéria torna-se “mais incerta”, o autarca considerou ser “necessário transmitir um sentimento de segurança às pessoas” e, ao mesmo tempo, um “apelo para uma cultura de segurança e proteção civil”.

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