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Distrito de Leiria regista a maior taxa de condutores apanhados com álcool

Em 2019, a maior incidência da taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,5g/l observou-se nos grupos dos condutores de idade igual ou superior a 50 anos.

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Acidente Carro Estrada
Foto: Acidente / Pixabay

O distrito de Leiria registou, em 2019, a maior taxa de condutores apanhados com álcool com 3,2%, de acordo com o relatório da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

No país, a percentagem de condutores apanhados com álcool no sangue caiu para metade nos últimos 10 anos, mas a proporção dos que tinham uma taxa igual ou superior a 1,2 g/l subiu 11%.

Segundo o relatório da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) que avalia a condução sob influência de álcool no período 2010-2019, o número de ações de fiscalização para deteção do estado de influência pelo álcool aumentou 61,6%, a taxa total de infratores diminui 50,0%, mas a proporção de infratores com taxa igual ou superior a 1,2g/l (considerada crime) subiu 11%.

No que se refere à percentagem de infratores com taxa de álcool no sangue (TAS) igual ou superior e 0,5g/l, relativamente ao total de condutores testados (taxa de infratores), “verifica-se desde 2009 uma diminuição com oscilações, sendo que, em 2019 se verificou o valor mais baixo dos últimos 11 anos (1,9%)”.

Segundo os dados da ANSR, os acidentes em que pelo menos um dos condutores apresentava uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,50g/l, apesar de representaram no período em análise apenas 6% do número total dos acidentes, causaram mais de um quinto (20,9%) do número global de mortes.

Já em relação aos condutores vítimas de acidente autopsiadas pelo INMLCF no mesmo período, a percentagem de vítimas mortais com taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,50g/l em 2019 foi de 37,0%, valor mais elevado que nos anos anteriores e apenas semelhante ao verificado em 2010 e 2012.

Em 2019, a maior incidência da taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,5g/l observou-se nos grupos dos condutores de idade igual ou superior a 50 anos (29,3%), e a taxa de infratores mais elevada verificou-se nos condutores com idade igual ou superior a 50 anos e nos jovens de 21 a 29 anos (ambos com 2,0%).

O relatório refere ainda que, no ano passado, 90,2% dos condutores submetidos ao teste de ar expirado e 91,4% dos que tinham taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,5g/l circulavam em automóveis ligeiros.

Contudo, a maior taxa de infratores foi nos condutores de veículos de duas rodas a motor (3,7%), como motociclos e ciclomotores, e de outros veículos (7%).

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