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Governo defende que se deve esperar pela regeneração natural do Pinhal de Leiria

O PCP classififica a opção do Governo de espera pela regeneração urbana de “crime político insuportável”.

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Ministro Ambiente
Foto: Ministro do Ambiente em visita ao Pinhal de Leiria / Facebook Câmara Municipal da Marinha Grande

O Governo defendeu esta terça-feira que se deve esperar mais esta primavera pela regeneração natural do Pinhal de Leiria, que ardeu nos incêndios de 2017, revelando que já estão executadas rearborizações em 1.200 hectares.

“Vale mesmo a pena esperar mais esta primavera para perceber até onde é que pode ir a regeneração natural”, afirmou o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, convidando quem defende a urgência em rearborizar o Pinhal de Leiria a visitar o espaço florestal, adiantando que já teve a oportunidade de o fazer e ver “ao lado de pinheiros já com dois metros de altura, outros com 20 centímetros de altura, ou seja, que estavam agora a rebentar”.

O governante falava no âmbito de uma audição regimental na comissão de Agricultura e Mar, em resposta ao deputado do PCP João Dias, que disse que “é um crime político insuportável o que se passa relativamente ao Pinhal de Leiria”, criticando a opção do Governo de esperar pela regeneração natural.

De acordo com o titular da pasta do Ambiente, que tutela as florestas, a intervenção inicial no Pinhal de Leiria prevê 2.500 hectares, dos quais 1.200 hectares já estão executados, “com rearborização de espaços ardidos”.

“Foram aqueles onde ou não havia madeira ou não havia praticamente árvores ou as árvores tinham menos de 20 anos, porque o banco de sementes era menor”, explicou.

Além desta área, o Governo tem intervenção prevista em “mais 2.200 hectares”, no período de 2022 a 2024. “Queremos mesmo aproveitar ao máximo a regeneração natural”, reforçou João Matos Fernandes.

Concordando que o pinheiro demora muito tempo a crescer, o governante ressalvou que, devido à tragédia dos incêndios de 2017, “passar-se-ão muitos anos” até que se possa voltar a ter a silhueta do Pinhal de Leiria, também conhecido por Pinhal do Rei.

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