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Heloísa Apolónia com “garra” para voltar a tentar eleição que falhou há dois anos em Leiria

A ex-deputada do PEV Heloísa Apolónia é a cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Leiria pela CDU.

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Foto: Heloísa Apolónia e João Oliveira na Linha do Oeste / Facebook CDU Leiria

A ex-deputada do PEV Heloísa Apolónia voltou “com garra” para lutar pela difícil eleição no distrito de Leiria, que foge à CDU desde 1987 e que há dois anos interrompeu o seu percurso de 24 anos no parlamento.

Em 2019 a CDU apostou um dos principais nomes do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) para tentar recuperar um deputado que fugia há mais de 30 anos. Chegou o dia das eleições e a Coligação Democrática Unitária – composta pelo PCP, PEV e associação Intervenção Democrática – apenas conseguiu chegar aos 4,26%, ou seja, 9.537 votos.

Heloísa Apolónia falhou a eleição e deixou a Assembleia da República ao fim de 24 anos, mas continuou a ser presença assídua nas iniciativas do partido.

Dois anos depois voltou para o segundo ’round’ enquanto cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Leira e no comício desta quinta-feira, na Marinha Grande e mesmo ao lado do Pinhal de Leiria, disse que estava a lutar “com garra” por um dos 10 mandatos atribuídos neste distrito.

E não veio sozinha. Ao início da tarde apareceu ao lado do dirigente comunista João Oliveira, que vai ser o rosto do PCP e de campanha da CDU até ao regresso de Jerónimo de Sousa, que ainda está a recuperar de uma operação de urgência à carótida interna esquerda.

As alterações climáticas continuam a ser bandeira e a bordo de um comboio regional entre o Bombarral e as Caldas da Rainha comprovou o que mais tarde disse no comício: falta a “modernização e a eletrificação total da linha ferroviária do Oeste”, algo que já estava prometido, mas a ex-deputada ecologista considerou que “promessas, leva-as o vento”.

A intervenção que fez no comício foi mais curta do que os 21 minutos da viagem de comboio, mas ainda houve tempo para criticar o plano de gestão da Mata Nacional, que considerou ser uma porta aberta a multinacionais e è exploração desenfreada.

É preciso “passar das promessas à prática” e devolver o Pinhal de Leira “a este território, à biodiversidade e à população”.

Heloísa Apolónia “muita falta faz na Assembleia da República”, considerou João Oliveira, que quando entrou no parlamento em 2005 já lá estava a ecologista.

E para lá voltar terá de ‘roubar’ o mandato que o Bloco de Esquerda conseguiu há dois anos, um dos quatro que o PS tem ou um dos cinco que o PSD alcançou.

Aplaudida em pé pelos apoiantes da CDU que encheram o pavilhão do Sport Império Marinhense, Heloísa Apolónia prometeu continuar a batalhar e levar consigo as preocupações das populações deste distrito na próxima legislatura.

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