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Hospital de Leiria acusado de “falta de assistência” a idoso que faleceu

O Centro Hospitalar de Leiria garante que o doente “foi clinicamente assistido e vigiado” lamentando “este desfecho”.

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Taxi Centro Hospitalar de Leiria
Foto: Centro Hospitalar de Leiria / DR

(Atualizada às 19h53 com declarações do Centro Hospitalar de Leiria ao Notícias de Leiria)

A família de um homem de 81 anos, que morreu esta segunda-feira na Urgência do Hospital de Leiria, está revoltada com a “falta de assistência” prestada ao idoso e por o corpo ter sido colocado num saco de plástico preto, apesar de ter testado negativo à covid-19, conta o jornal Correio da Manhã (conteúdo exclusivo para assinantes).

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) garantiu ao jornal que o doente “foi clinicamente assistido e vigiado”, realizou “várias análises” e lamenta “este desfecho”.

Ao Notícias de Leiria, o Hospital detalha que o utente em causa deu entrada na Área Dedicada para Doentes Respiratórios – Serviço de Urgência no dia 25 de janeiro, à 01h12, com um quadro clínico que indiciava poder estar infetado por coronavírus.

“O utente apresentava várias comorbilidades, e após uma cuidada avaliação médica, a filha do doente foi informada pelo CHL, pelas 9h30, do prognóstico reservado do seu pai”, acrescenta.

Como é procedimento habitual, de acordo com o Centro Hospitalar, foi realizado um teste à covid-19 ao utente quando foi admitido na ADR-SU, e o resultado, negativo, foi conhecido às 15h40.

O utente não foi transferido para nenhuma enfermaria e acabou por falecer às 16h50, garantiu ainda o Centro Hospitalar de Leiria ao nosso jornal.

“Queriam entregar o corpo do meu pai como sendo um doente covid-19 quando sabiam que não era e ainda puseram o corpo num saco de plástico preto”, disse esta quarta-feira ao CM Sílvia Henriques, filha do idoso.

Por sua vez, o CHL diz que “a cor do saco de plástico não é indicadora de identificação para o novo coronavírus”.

Fernando Henriques Santo residia em Alcobaça junto de duas das três filhas. Era diabético e tinha problemas renais e cardíacos. No domingo sentiu-se “muito maldisposto, com cansaço extremo, dificuldade em respirar” e foi levado para a Urgência do Hospital de Leiria.

A família associa os sintomas aos problemas renais, mas o idoso foi levado para a área covid, onde veio a morrer segunda-feira ao final da tarde. De acordo com o jornal, a família exigiu ainda o teste à covid-19 que deu negativo.

Com suspeitas de negligência na morte de Fernando Santo, a família pediu uma autópsia ao Ministério Público (MP), contudo o MP diz que a autópsia é “legalmente injustificada”, mas a família do idoso não se conforma e fez uma participação à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, conclui o jornal.

Já o Hospital de Leiria “assegura que dará toda a informação à família, quando esta a solicitar através dos canais habituais”, conclui em resposta ao Notícias de Leiria.

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