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João vai ser hoje ouvido no Tribunal Central de Instrução Criminal

João é da aldeia da Lapa Furada, na Batalha, e era “fanático” por conteúdos violentos que assistia na dark web.

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Foto: João Real / Facebook João Real

João, o estudante de engenharia informática de 18 anos que foi detido esta quinta-feira pela Polícia Judiciária, vai ser hoje presente ao Tribunal Central de Instrução Criminal, que lhe irá aplicar as medidas de coação.

Na sua aldeia natal, Lapa Furada, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, é descrito pelos vizinhos como “um rapaz tímido, introvertido e pouco sociável”, refere o jornal Expresso.

O estudante é suspeito de estar a preparar uma “ação terrorista” – como lhe chamou, em comunicado, a própria PJ –, prevista para esta sexta-feira, que teria como objetivo atacar e matar o maior número possível de colegas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).

Nas redes sociais, identifica-se como João Real, partilhava o gosto pelos computadores e, principalmente, pelo mundo Anime, expressão que, habitualmente, está conotada com a banda desenhada oriunda da cultura popular do Japão.

A operação que levou à detenção de João teve origem num alerta dos norte-americanos do FBI, que assinalaram o nickname do português, considerado um “fanático” por conteúdos violentos, que assistia regularmente na dark web, particularmente massacres a estabelecimentos de ensino, normalmente ocorridos nos Estados Unidos da América – e que, aparentemente, desejava replicar em Portugal.

Recebido o alerta, a PJ, através da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), colocou-se no terreno, conseguindo, em contra-relógio, identificar, localizar e deter o suspeito na sua residência em Olivais, Lisboa.

O suspeito teria na sua posse armas, como uma besta, dardos, armas brancas e ainda botijas e gasolina, que serviriam para provocar explosões; não foi, no entanto, encontrada qualquer arma de fogo.

A polícia encontrou ainda folhas A4 que continham um plano escrito e detalhado sobre o eventual ataque na FCUL .

A CMTV adiantou, logo na quinta-feira, que João seria mesmo alvo de bullying por parte de colegas. As autoridades estarão mesmo a considerar a posibilidade deste ataque ter sido pensado como uma “vingança” contra os colegas.

João passou esta noite numa cela da zona prisional anexa à PJ de Lisboa, estando indiciado pela prática do crime de terrorismo. Será presente, esta manhã, a um juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, que lhe irá aplicar as medidas de coação mais adequadas.

Hoje, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa as aulas e exames decorrem dentro da normalidade.

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