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Leiria: 56 militantes e simpatizantes do PSD pedem ajuda a Rui Rio para escolha de candidato à Câmara

“O interesse primordial de tal pessoa [Álvaro Madureira] é a sua própria ‘notoriedade’ social e as ‘vantagens’ inerentes ao lugar de vereador”, considera o grupo que assina a carta aberta.

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Câmara Municipal de Leiria
Foto: Facebook Município de Leiria

Um grupo de militantes e simpatizantes do PSD exortou o líder nacional do partido, Rui Rio, a acelerar a escolha do candidato à Câmara de Leiria e acusam o presidente da concelhia de ter como interesse primordial a notoriedade social.

Na missiva, os subscritores expressam a Rui Rio a “esperança no seu esclarecido empenhamento no processo de escolha da candidatura social-democrata à Câmara de Leiria”, exortando-o “a acelerar a escolha de uma personalidade com reconhecimento local, com ideias claras quanto ao futuro do concelho, suficientemente afastada das ‘tricas’ e ‘guerras’ que têm marcado o passado recente do PSD”, e que “dê garantias de encarar o desempenho do cargo como fim último e não como ‘trampolim’ para outros ‘voos’”.

Os 56 subscritores referem que a carta, com data de segunda-feira e hoje divulgada, “é mais do que um pedido de ajuda e manifestação de apoio ao presidente do PSD no que ao processo autárquico diz respeito”.

“É também um grito de revolta quanto à situação que se vive no PSD de Leiria, crescente e artificialmente fechado em torno de um reduzido grupo de indefetíveis do seu líder”, adiantam.

O grupo de militantes e simpatizantes começa por afirmar-se especialmente preocupado com a situação em Leiria, explicando que foram notícias recentes, que “revelam problemas na escolha da candidatura à presidência da Câmara Municipal de Leiria”, que o motivou a escrever ao líder nacional do partido, “com o objetivo de evitar a acumulação de erros estratégicos e contribuir para encontrar uma solução digna para o município e o PSD”.

Reconhecendo legitimidade ao presidente da concelhia de Leiria, Álvaro Madureira, que é também vereador, o grupo assinala, contudo, que “resulta claro que o militante em causa jamais colocou no centro da sua atividade quer os interesses da população do concelho quer os interesses” do PSD.

“É por demais evidente para quem acompanha e participa na vida de Leiria que o interesse primordial de tal pessoa é a sua própria ‘notoriedade’ social e as ‘vantagens’ inerentes ao lugar de vereador”, lê-se na carta, lembrando que em “três eleições autárquicas sucessivas o PSD registou em Leiria os seus piores resultados de sempre, ao mesmo tempo que ele garantiu ‘expressivas’ vitórias internas”.

“A esperança na afirmação de um projeto social-democrata para o desenvolvimento concelhio não é compaginável com esta postura do vereador e presidente da Comissão Política da Secção de Leiria”, consideram, acrescentando: “A notícia da possibilidade de nomes alternativos para uma candidatura à Câmara de Leiria permite-nos concluir que a Comissão Política Nacional se empenhou neste assunto e estará decidida a uma cabal intervenção, tendo em vista alterar a realidade de mais de uma década”.

Na carta, os subscritores saúdam ainda o comprometimento de Rui Rio “com a escolha de candidatos credíveis e aceites para além dos círculos internos do PSD”, confessando-se “descansados perante (mais) uma proto-candidatura” do presidente da Concelhia, cujo nome nunca é mencionado na carta.

Mas avisam que não admitem, “em alternativa, putativas ‘candidaturas’ de pretensas ‘figuras nacionais’, mesmo que oriundas da área do distrito e com alegadas ‘provas dadas’ na defesa dos interesses de Leiria e do PSD”.

“A candidatura do PSD à presidência da Câmara Municipal de Leiria exige mais do que uma hipotética boa ‘folha de serviços’ ao PSD e a Leiria”, observam, sublinhando que tem de “ser muito mais do que uma tentativa de ‘reabilitação’ ou ‘rampa de lançamento’ para outros objetivos”.

De acordo com o Jornal de Leiria, entre os 56 subscritores da carta aberta a Rui Rio estão vários ex-presidentes de Junta, como Sofia Carreira (Marrazes), Arlindo Brites (Arrabal), Luís Manuel Pinto (Colmeias) e Daniel Carvalho (Barosa), e outros autarcas – actuais e antigos -, como João Cunha, que é membro da Assembleia Municipal, e Vítor Lourenço, que foi vereador.

São estes os nomes que subscrevem a carta: Abel Crespo dos Santos, Abel Neto Cunha, Anthony Jean-Pierre Baptista, Arlindo Almeida, Arlindo Brites, Arménio Marques Isidoro, Beatriz Domingos Lemos, Carlos Sousa, Cláudio Pinto Carvalho, Cristiana Oliveira, Daniel Carvalho, David Piedade Ferreira, Diogo Braz, Filipe Ferreira, Filipe Martins, Filipe Mota Pinto, Filipe Pinhal de Sousa, Francisco Figueiredo, Francisco Marcelino, Frederico Sismeiro, Gonçalo Domingos Lemos, Henrique Martins da Silva, Isabel Ribeiro, João Curado e Silva, João Cunha, Joaquim Serrano dos Santos, Jorge Manuel Silva, José Augusto Costa Santos, José Carreira, José Gordalina, José Lemos, Laura Domingos Lemos, Lénia Patrícia Pereira, Licínia Carpalhoso, Luís Manuel Pinto, Manuel Adelino Silva, Manuel Carlos Sousa, Manuel José Carvalho, Maria Augusta Macedo, Maria Benilde Marques Isidoro, Maria da Luz Almeida, Maria do Céu Faria Fernandes da Cunha, Maria Ermelinda Marques, Mário Ferreira, Miguel Oliveira Monteiro, Mónica Domingos Lemos, Nuno Serrano, Paulo Rui Carvalho, Pedro Neto Cunha, Pedro Nuno Sousa, Rogério Paulo Santos, Sofia Carreira, Sónia Isidoro, Teófilo Cadima Carreira, Vítor José Boiça e Vítor Lourenço.

Nas eleições autárquicas de 2009, o PSD perdeu a Câmara de Leiria para o PS, que ganhou sem maioria absoluta. Os socialistas conquistaram cinco mandatos, o mesmo número dos do PSD, e o CDS-PP um.

No sufrágio seguinte, em 2013, o PS passou a ter maioria absoluta (sete mandatos) enquanto o PSD sentou na câmara quatro vereadores. Já nas últimas autárquicas, em 2017, o PS aumentou para oito mandatos e o PSD desceu para três.

O Notícias de Leiria contactou o presidente do PSD Leiria e vereador da Câmara de Leiria e aguarda uma resposta.

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