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Cultura

Leiria vai celebrar e dar a conhecer o poeta Francisco Rodrigues Lobo

2021 vai ser o ano Rodrigues Lobo.

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Praça Rodrigues Lobo
Foto: Praça Rodrigues Lobo, em Leiria / Município de Leiria

O Município de Leiria vai assinalar os 400 anos da morte do poeta Francisco Rodrigues Lobo (1574-1621), durante todo o ano de 2021.

O programa comemorativo foi apresentado esta sexta-feira de manhã, em conferência de imprensa, pela vereadora da Educação e Cultura, Anabela Graça, e pelo Professor Carlos André, e tem como principal objetivo trazer o legado de Francisco Rodrigues Lobo de volta à sua cidade, dando-se a conhecer à cidade.

Envolver toda a comunidade na celebração do poeta

“Celebrarmos a vida e obra de Francisco Rodrigues Lobo, é celebrar o poeta e também a cultura e o território”, afirmou a vereadora Anabela Graça, para quem uma efeméride como esta só faz sentido numa lógica participativa, com o envolvimento de toda a comunidade.

“Francisco Rodrigues Lobo é o maior escritor leiriense de todos os tempos e é um dos grandes escritores portugueses”, apontou Carlos André, que destacou o facto de Francisco Rodrigues Lobo ter sempre assumido com muita clareza a sua identidade leiriense, que está tão evidente na forma como o poeta se referia a Leiria como “A minha Pátria sempre desejada”.

Assim, de acordo com a autarquia, em 2021, terá lugar um vasto leque de eventos destinados ao público escolar, com a participação de treze estabelecimentos de ensino, mas também muitas iniciativas destinadas a outros públicos e outros participantes.

Dezenas de ações vão festejar o poeta

Exposições, espetáculos, oficinas e debates, visitas de estudo e roteiros, dias comemorativos, composições musicais, ebooks, vídeos, fotografia, herbários, diversos painéis, e concurso de curtas – Rede Cultura 2027 – 26 concelhos, que inclui a capacitação de educadores e professores em produção e edição vídeo, são muitas das iniciativas que farão parte da Homenagem de Leiria a Rodrigues Lobo no ano em que se assinala o 4º centenário da morte do poeta.

Das iniciativas, destaque para um Congresso Científico sobre Francisco Rodrigues Lobo, com a participação de estudiosos de várias universidades; O Prémio de Poesia Francisco Rodrigues Lobo; A Ronda Poética, na qual Francisco Rodrigues Lobo terá lugar de destaque, e para uma sessão da Academia das Ciências de Lisboa, que se deslocará propositadamente a Leiria para participar na Homenagem a Rodrigues Lobo.

O poeta leiriense morreu num naufrágio no Tejo

Francisco Rodrigues Lobo (1574-1621) nasceu em Leiria, provavelmente na Rua da Água, hoje Rua Comandante João Belo.

Na sua poesia bucólica, o Lis e o Lena, os seus campos e vales, toda a fauna e toda a flora que os povoavam eram o seu retrato e a sua marca, estando a obra que escreveu repleta de descrições etéreas de flores, de plantas, de arbustos, de árvores e de todo um verde florido que crescia junto aos dois rios.

A sua vida por Leiria não foi fácil e está envolta em algum mistério. Era Cristão Novo, o que atraía a desconfiança dos inquisidores. Seu irmão, já depois da morte dele, foi objeto de um processo na Inquisição.

Era o tempo do domínio filipino e não se sabe o que da situação do país pensava Rodrigues Lobo. Além do mais, esse é um traço característico da sua obra: é uma obra onde se esconde por detrás dos pastores que são os seus protagonistas, nas suas três obras principais: A Primavera; O pastor peregrino; e O desenganado. Tudo aí é utópico, como é próprio da literatura bucólica.

Em Leiria viveu, mas morreu mais perto de Santarém, num naufrágio no Tejo, quando regressava de uma viagem a Lisboa.

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