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Lota digital lançada em Peniche vai chegar aos portos nacionais

A ‘lota digital’ é um projeto iniciado há ano e meio no Porto de Peniche, juntando 30 embarcações de pesca que comercializa o peixe logo desde a embarcação.

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Peixe
Foto: Pixabay

O projeto Lota Digital, de uma empresa tecnológica das Caldas da Rainha, vai ser alargado a outros portos nacionais para valorizar o pescado.

Pedro Manuel, presidente executivo da Bitcliq, ‘startup’ de Caldas da Rainha, a Lota Digital é um projeto iniciado há ano e meio no Porto de Peniche, juntando 30 embarcações de pesca, e tem como principal inovação a venda de pescado através da plataforma ‘online’ logo a partir das embarcações, sem que estas necessitem de descarregar as capturas na lota.

Trata-se de um investimento de um milhão de euros, financiado em 350 mil euros pelo Fundo de Inovação Social, destinado não só a aumentar a rentabilidade do setor, mas também a garantir a qualidade alimentar do pescado junto dos consumidores.

Ainda na embarcação, os pescadores fornecem diversas informações para a plataforma ‘online’, nomeadamente do barco, do tipo de pesca, de controlo de qualidade, a espécie ou calibre, através de aplicações instaladas em telemóveis ou equipamentos informáticos associados a balanças digitais, com câmaras de vídeo incorporadas.

Segundo uma nota da Bitcliq, o projeto Lota Digital, que resulta de uma parceria estratégica com a Docapesca, entidade do setor empresarial do Estado, responsável pela primeira venda e valorização de pescado em território continental, teve o seu início como um projeto piloto na lota de Peniche.

Atualmente, conta já com mais de 3 dezenas de embarcações aderentes, representando a maioria das artes de pesca artesanal e variedades de pescado da costa continental.

Serve vários clientes recorrentes, de segmentos tão variados como a restauração, peixarias, supermercados e grandes grossistas como a Makro, que apoiam o projeto e acreditam no potencial da transformação digital para um comércio mais justo e maior transparência na cadeia de valor.

A plataforma permite o registo automatizado do pescado ainda no mar, antecipando a sua transação comercial com mecanismos de venda mais interessantes para pescadores e compradores, que incluem, além da comodidade, um leilão crescente e valores mínimos de venda. Integram ainda a plataforma vários parceiros logísticos que resolvem questões fundamentais como o embalamento e o transporte de frio até ao destino final.

O projeto envolve diversas empresas parceiras ligadas ao embalamento, transporte e compra de pescado, que vão introduzir ou aceder às informações do pescado, levando-as “até ao prato” dos consumidores.

A empresa tenciona, dentro dos próximos dois anos, alargar o projeto a outros portos nacionais, começando pelo de Sesimbra, e também aos portos espanhóis, depois de ser “desafiado por clientes” do país vizinho.

Na apresentação do projeto, o secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, afirmou que as lotas já fazem ‘leilão online’ do pescado que, devido à pandemia, passou a ter uma adesão “de 90 para 150 compradores”.

Além de ser “mais um canal de vendas” online, reconheceu que a ‘lota digital’ é um “projeto de inovação para valorizar o produto”, contribuindo para aumentar o preço do pescado e para melhorar o rendimento dos pescadores, tendo a mais-valia de “levar a informação do barco até ao prato” do consumidor.

Já o secretário de Estado do Planeamento, José Gomes Mendes, sublinhou a “incorporação de tecnologia numa área tradicional” da economia.

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