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Luís Brito tem 55 anos e ainda faz defesas no distrital de futsal de Leiria

Os colegas de equipa chamam-lhe carinhosamente ‘Avô Brito’.

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Foto: O guarda-redes Luís Brito tem 55 anos / DR

O guarda-redes Luís Brito tem 55 anos, mas quer continuar a ‘fintar a idade’ nas competições distritais de futsal da Associação de Futebol de Leiria, nas quais alinha pela Casa do Benfica de Caldas da Rainha.

“Continuo a gostar muito de futsal e gosto muito da competição. A nível de jogo, perco bastante pela idade, tenho cada vez mais limitações e, por vezes, falta aquele bocadinho que evita golos. Mas, por outro lado, tenho mais experiência, o que vai tapando algumas limitações”, sublinha, em declarações à agência Lusa.

Luís Brito concede que a agilidade não é a mesma de outros tempos, embora não deixe de fazer uma ressalva: “Já não defendo cada lance com a mesma facilidade, mas tenho outros atributos de que me vou valendo, nomeadamente o conhecimento sobre o jogo”.

Os segredos para a longevidade, nota, são o espírito de sacrifício, a experiência acumulada durante duas décadas de carreira e uma boa pré-época.

“A preparação da temporada começa ainda antes do início dos treinos. São necessários alguns cuidados e, mais ainda, com a questão da idade”, aponta. 

O caldense joga ao lado de jogadores que treinou ainda muito novos e já partilhou balneário com atletas que nasceram depois de ter sido inscrito, pela primeira vez, em provas federadas.

“É engraçado olhar para essa questão. Vi-os crescer e hoje já joguei ou ainda jogo com alguns deles”, brinca o guarda-redes que tem mais 30 anos do que os dois elementos mais novos da equipa.

Depois de muitos anos a jogar em torneios, Luís Brito iniciou-se na modalidade em 2001/2002, já com 34 anos, no clube no qual milita atualmente, mas foi com as cores do Olho Marinho, que representou entre 2010 e 2018, que viveu as melhores temporadas da carreira.

Pelo clube do concelho de Óbidos esteve, por duas vezes (2015/2016 e 2017/2018), perto de subir à primeira divisão. “É uma pedra no sapato”, reitera à agência Lusa, recordando grupos muito unidos e que “mereciam” ter atingido o topo do futsal nacional.

Quis o destino que, já depois de passar por outro clube da região (Gaeirense), voltasse ao ponto de partida da carreira, em 2019/2020, para jogar no último escalão da Associação de Futebol de Leiria.

A pandemia de covid-19 acabaria por obrigar ao encerramento dos campeonatos a meio da época, mas, já com 52 anos, parar não foi opção para o caldense.

“A paragem deu-me ainda mais vontade de jogar, até porque a pandemia impediu que aquele grupo de trabalho tentasse subir de divisão”, garante, acrescentando que arrumar as sapatilhas não foi, sequer, hipótese, até porque tem “o objetivo de deixar o clube na Divisão de Honra”.

Esta temporada, o guarda-redes leva sete jogos na baliza das ‘águias caldenses’, em 15 jornadas já disputadas, e continua a mostrar que a idade se trata mesmo só de um número. “Sinto-me bem fisicamente”, salienta.

O atleta é sobejamente reconhecido por ‘colegas’ da modalidade na região e, nos pavilhões por onde passa, quase todos o conhecem pelo caso de sucesso de longevidade na carreira.

“Não procuro reconhecimento, mas é bom sentir que deixo alguma marca na modalidade”, admite o guarda-redes que está no lote dos jogadores mais velhos em atividade em todo o País.

Questionado sobre se esta será a última temporada da carreira, Luís Brito responde de forma perentória: “Não fecho a porta a continuar a jogar, desde que esteja num grupo em que me sinta bem e rodeado das pessoas de que gosto”.

“Não será a idade que vai impedir”, garante o guarda-redes, que é carinhosamente apelidado de ‘Avô Brito’ na formação de Caldas da Rainha e que ainda tem força e vontade para continuar a exibir-se em grande nível na baliza aos 55 anos.

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