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Marinha Grande instala mais 192 armadilhas para combater vespa asiática

Em 2021, foram intervencionados 188 ninhos.

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Vespa velutina
Foto: Vespa velutina ou asiática / SOS Vespa

A Câmara da Marinha Grande vai instalar mais 192 armadilhas para combater a vespa asiática, anunciou esta terça-feira o município.

Numa nota de imprensa, a autarquia informou que “está a reforçar a instalação de armadilhas de captura de vespa asiática no concelho, com a colocação de mais 192 armadilhas, ao abrigo da candidatura efetuada pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria”.

“As armadilhas estão devidamente identificadas com recurso a um dístico, bem como os técnicos que procedem à realização da instalação também estão identificados. Depois de instaladas, as armadilhas serão objeto de monitorização quinzenal, sendo retiradas no final de junho”, referiu a nota.

Segundo o município, “esta fase de colocação de armadilhas junta-se à primeira fase de instalação de 300 armadilhas, iniciada no dia 15 de fevereiro, perfazendo um total de cerca de 500 artefactos”.

“Esta medida é umas das ações do plano STOPvespa_RL – Plano intermunicipal de prevenção e controlo da vespa velutina na Região de Leiria, financiado pelo Fundo de Coesão”, esclareceu o município, que pede a colaboração da população no sentido de não mexer nas armadilhas.

Segundo dados da Câmara da Marinha Grande enviados à Lusa, foram intervencionados 80 ninhos de vespa asiática ou velutina em 2019, número que aumentou para 113 no ano seguinte.

Em novembro, a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) anunciou que iria dispor de cerca de 373 mil euros para prevenir e controlar a vespa velutina.

“A implementação desta operação tem com objetivo a prevenção e o controlo da vespa velutina na Região de Leiria”, explicou a CIMRL, adiantando que é articulada entre várias entidades, nomeadamente os municípios, associações/cooperativas de apicultores, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

A CIMRL acrescentou que a operação prevê a “aquisição, colocação e monitorização de armadilhas seletivas com utilização de atrativo com feromona específico para vespa velutina”, e a compra de “serviços de eliminação de ninhos através de intervenção química” e “equipamentos para extermínio/destruição de ninhos e respetivos” equipamentos de proteção individual.

Integram a CIMRL os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

De acordo com informação no ‘site’ do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, “os principais efeitos da presença desta espécie não indígena manifestam-se em várias vertentes, sendo de realçar” na apicultura, “por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas”, e na segurança pública, dado que estas vespas, “não sendo mais agressivas que a espécie europeia, no caso de sentirem os ninhos ameaçados reagem de modo bastante agressivo, incluindo perseguições até algumas centenas de metros”.

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