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Sociedade

Mulher que viveu com o pai morto entregue ao hospital-prisão de Caxias

A arguida cobriu o corpo da vítima “com café e chocolate em pó” e continuou a viver na residência, onde se encontrava o corpo sem vida do pai, até pelo menos janeiro de 2016.

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Prisão Arame farpado
Foto: Prisão / Pixabay

A mulher que viveu seis meses com o cadáver do pai em casa, nas Caldas da Rainha, foi detida esta segunda-feira pela PSP num hospital de Lisboa e entregue ao hospital-prisão de Caxias para começar a cumprir os 8 anos de internamento psiquiátrico a que está condenada.

De acordo com o jornal Correio da Manhã, Amália Mendonça, de 63 anos, foi considerada inimputável e perigosa por sofrer de psicose esquizofrénica paranoide crónica.

O pai, Jorge Mendonça, de 87 anos, terá morrido de causas naturais, no final de 2015. A filha não disse nada à família e foi cobrindo o corpo do pai, caído no chão da cozinha, com café e chocolate em pó para disfarçar o cheiro da decomposição.

Segundo o despacho de acusação, o inquérito teve origem numa participação da PSP em 17 de junho de 2017, dando conta que no dia 16 de junho de 2016, no interior da residência da vítima, em Caldas da Rainha, foi encontrado o corpo de um homem de 87 anos, em avançado estado de decomposição, refere o despacho de acusação do Ministério Público.

A denúncia partiu da neta do falecido, sobrinha da arguida, que, “após ter conhecimento de que o veículo do seu avô estava estacionado no parque de estacionamento, há bastante tempo, com sinais de abandono e sem pagamentos em dia, contactou a PSP das Caldas da Rainha”.

Amália Mondonça terá vivido durante seis meses da reforma do antigo funcionário dos CTT. A antiga educadora de infância foi julgada no Tribunal de Leiria e condenada em março deste ano aos 8 anos de internamento pelos crimes de profanação de cadáver e burla tributária.

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