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Sociedade

Não é mesmo boa ideia dar pão aos patos

“Fornecer alimentos com fermentos às aves pode contribuir para causar doenças no sistema digestivo”, explica o presidente da OIKOS ao Notícias de Leiria.

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Jardim Almuinha Grande Leiria
Foto: Casa de patos no Jardim da Almuinha Grande, em Leiria / NL

A prática de oferecer restos de pão aos patos, aparentemente inofensiva e até didática para os mais pequenos, não é correta.

A biofilia, a tendência natural de darmos atenção às coisas vivas, explica a atração e até a calma que observar patos num lago nos pode dar. Mas é só isso mesmo que devemos fazer, observar, não alimentar.

Com o crescimento das comunidades de patos no lago do Jardim da Almuinha, em Leiria, por exemplo, o Notícias de Leiria pediu ajuda à OIKOS – Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região Leiria para entender o ritual.

Mário Oliveira, presidente da OIKOS, não tem dúvidas que se deve evitar alimentar as aves.

“Fornecer alimentos com fermentos às aves pode contribuir para causar doenças no sistema digestivo”, assim como provocar “alterações nas massas de água”, podendo contribuir para “alterar o seu pH e demais características do meio hídrico, prejudicando outras espécies”, explica o presidente da Associação de Defesa do Ambiente.

“Contribui, ainda, para habituar os patos a obter alimento de forma simples, a partir do ser humano, perdendo o seu caráter selvagem e tornando-os mais expostos a eventuais atos de barbárie por pessoas menos bem intencionadas”, acrescenta ainda Mário Oliveira ao Notícias de Leiria.

Mas afinal de que se alimentam os patos reais que habitam o rio Lis?

“De acordo com o ‘Guia de Naturaleza BLUME’, a espécie Anas plathyrynchus (Pato real), muito comum no rio Lis, tem um regime alimentar omnívoro”, explica a OIKOS.

Ou seja, alimenta-se de tudo, quer sejam substâncias animais ou vegetais como “plantas aquáticas e plantas marginais aos lagos e linhas de água onde vivem, raízes, sementes, larvas, girinos e rãs”.

“Os animais desenvolveram o seu sistema digestivo e hábitos alimentares por forma a sobreviverem nos habitats onde, naturalmente, se instalaram e desenvolvem a sua atividade”, sublinha o presidente da OIKOS.

Como sugestão, Mário Oliveira conclui que “seria bem mais útil investir essa simpatia pelos patos e outros animais dos nossos rios e lagos na recuperação da qualidade ambiental das suas margens e das massas de água em que eles vivem”.

 

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