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Nova greve à vista na vidreira Santos Barosa, na Marinha Grande

A paralisação arranca às 21h00 desta segunda-feira e termina na quarta-feira às 13h00.

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Greve Santos Barosa
Foto: Greve na Santos Barosa em março de 2021/ Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro

Os trabalhadores da vidreira Santos Barosa, na Marinha Grande, começam hoje uma greve, a segunda em cerca de um mês, pelo aumento do salário e melhores condições de trabalho.

Uma nova enviada à agência Lusa pela Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro e o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira (STIV), que convocou a greve, refere que os trabalhadores da vidreira “continuam em luta pela defesa da proposta reivindicativa para 2021” e, nos plenários realizados, “não aceitaram a contraproposta apresentada pela direção” da unidade.

“O esforço, a dedicação e o profissionalismo dos trabalhadores têm de ser recompensados de forma digna, tendo em conta os lucros do grupo Vidrala [de que faz parte a Santos Barosa], bem como o esforço e o empenho demonstrados, em especial neste período de pandemia”, adianta a nota, que defende o “aumento justo e digno do salário” e “melhores condições de trabalho”.

A federação e o STIV tinham convocado uma greve, com início em 22 de março e que terminou no dia 24 do mesmo mês, por aumentos salariais de 3,5% e outras reivindicações.

À Lusa, a coordenadora do STIV, Etelvina Rosa, afirmou hoje que na greve anterior “havia um rol de revindicações, que continuam a existir, mas que os trabalhadores aceitaram negociar e calendarizar, a partir de setembro, como foi proposto pela empresa”.

“Os trabalhadores consideram insuficientes os valores que a empresa tinha colocado para aumentos salariais, mas estavam disponíveis para aceitar a proposta para o corrente ano desde que existisse o compromisso por parte do Grupo Vidrala de fazer a redução faseada de 37,5 horas semanais que alguns trabalhadores ainda fazem, para as 35 horas”, explicou Etelvina Rosa.

Segundo a sindicalista, “a esmagadora maioria dos trabalhadores têm as 35 horas semanais desde 2002”. Outra das reivindicações que os trabalhadores querem ver garantida é o aumento do subsídio de turno, de 22,5% para 25%, adiantou Etelvina Rosa.

“Estas duas questões os trabalhadores queriam ver garantidas, mesmo que fosse só a partir de setembro, mas hoje, em reunião, a empresa não assumiu a sua concretização”, salientou a dirigente, confirmando a greve a partir das 21h00.

Etelvina Rosa destacou que “se fez todo o esforço, ao longo destes dois meses, no sentido de se chegar a um entendimento, o que não foi possível até hoje”.

“A anterior [greve teve uma adesão] acima da nossa expectativa. Esperamos que esta seja na mesma linha. Os trabalhadores decidirem greve é uma decisão muito ponderada e muito consciente, numa empresa em que fazer greve não significa fechar a porta”, declarou.

A unidade tem 504 trabalhadores e dedica-se ao vidro de embalagem, segundo o STIV. A Lusa tentou contactar a Santos Barosa, mas sem sucesso.

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