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Sociedade

Oikos critica limpeza das margens do rio Lis feita pela autarquia

O “corte radical da totalidade da vegetação arbustiva das suas margens significa, ainda, ter potenciado o risco da erosão das mesmas e o aumento da velocidade das águas do rio”, defende a Oikos.

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Foto: Limpeza margens rio Lis / Oikos


A Oikos – Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria criticou, esta quinta-feira, a intervenção realizada pela Câmara de Leiria nas margens do rio Lis.

Em comunicado, a associação apelida a ação da autarquia como “drástica limpeza de margens” realizada em ambas as margens do rio Lis, entre a Ponte dos Caniços e a Ponte Hintze Ribeiro.

Para a Oikos, “não se devem realizar estas intervenções sobre este tipo de vegetação e margem, facto agravado por ter sido realizada num momento em que a maioria das aves nidificante naquele habitat iria começar a preparar os respetivos ninhos”.

Apontando também a “proliferação de espécies vegetais invasoras”, a Oikos defende ainda que caso se venha a verificar um aumento de caudal nas próximas semanas, razão apontada pela autarquia de Leiria para os trabalhos, o “corte radical da totalidade da vegetação arbustiva das suas margens significa, ainda, ter potenciado o risco da erosão das mesmas e o aumento da velocidade das águas do rio, com impactes a jusante da intervenção”.

A Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria resume os prejuízos da ação da Câmara Municipal de Leiria em oito pontos:

1 – Redução de habitat para a diversidade biológica em espaço urbano ribeirinho;
2 – Potencial instalação de novas espécies exóticas e invasoras;
3 – Facilitar a proliferação de espécies invasoras já ali instaladas;
4 – Aumento do risco de erosão das margens;
5 – Aceleração das águas do rio, em caso de cheia, com impactes nas margens e leito a jusante;
6 – Perda de filtros naturais para eventuais contaminantes químicos do recurso
hídrico;
7 – Perda estética e paisagística;
8 – Inutilidade da intervenção pois, a manterem-se estes critérios de limpeza, haverá necessidade de a repetir a curto prazo, com custos económicos e ecológicos para os munícipes e diversidade biológica, sem obtenção de qualquer benefício evidente.

O Notícias de Leiria enviou um pedido de esclarecimento à Câmara Municipal de Leiria estando a aguardar uma resposta.

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