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Cinema

Óscares 2021: And the Oscar goes to…

Nomadland recebeu os Óscares de Melhor Filme, Melhor Realização, e Melhor Atriz. Anthony Hopkins levou o prémio de Melhor Ator. Mank era filme mais nomeado, mas apenas recebeu duas estatuetas.

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Nomadland
Foto: Nomadland Facebook

Os maiores prémios do cinema decorreram no passado domingo, numa cerimónia marcada pelas regras do vírus e pela predominância dos filmes independentes e das plataformas de streaming.

Destacamos aqui alguns dos vencedores da noite, recordando o que dissemos sobre cada um deles.


Nomadland – Sobreviver na América: Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Atriz.

É um filme despido de artifícios, sustentado na própria existência enquanto ação. E, no entanto, ataca o espetador com uma força bruta que chega devagar e sem darmos por ela; com um grito mudo que nos dilacera de dentro para fora, apanhando-nos de surpresa num turbilhão de emoções.


O Pai: Melhor Ator e Melhor Argumento Adaptado.

The Father é uma obra comovente e desesperante, com a representação extraordinária de dois atores consagrados. Em 90 minutos, Hopkins protagoniza uma viagem desde a personalidade antipática e altiva, à completa fragilidade que emociona até o público mais empedernido.


Mank: Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.

A realização de David Fincher transporta-nos para o glamour de Hollywood, replicando as caraterísticas dos filmes da época, com uma belíssima cinematografia e diálogos incisivos.


O Som do Metal: Melhor Montagem e Melhor Som.

A representação de Riz Ahmed e a edição e mistura de som são os dois pontos altos do filme. A alternância entre ruído, som abafado e silêncio total é fantástica e utilizada no momento certo, complementando perfeitamente a alma de cada cena e as emoções do protagonista.


Judas e o Messias Negro: Melhor Ator Secundário e Melhor Música Original.

Tal como Martin Luther King e Malcolm X, Fred Hampton é um dos grandes líderes desta luta interminável; um dos mártires da causa; um dos símbolos de justiça, igualdade e liberdade.


Ma Rainey: A Mãe do Blues: Melhor Guarda-Roupa e Melhor Maquilhagem e Penteados.

A produção tem a capacidade de nos levar imediatamente para a América de 1927, com cenários, guarda-roupas e interpretações exemplares.


Mais uma Rodada: Melhor Filme Internacional.

A fascinante longa-metragem é surpreendentemente leve e divertida, misturando a comédia e o drama na medida ideal. Não exagera, mas também não desvaloriza, mantendo um equilíbrio perfeito ao longo de todo o filme.


Uma Miúda com Potencial: Melhor Argumento Original.

O filme apresenta uma perspetiva original, complementada pela cor arrojada, pela banda sonora empolgante e pelo argumento acutilante.


Minari: Melhor Atriz Secundária.

Youn Yuh-jung é a avó que se junta à família anos depois. A atriz leva-nos do drama à comédia em segundos, com uma representação extraordinária. A sua relação com os netos “americanizados” evidencia o choque de gerações entre quem não chegou a pertencer ao país de origem e quem nunca conheceu outra realidade.

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