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PCP questiona Governo sobre impacto ambiental de pedreiras em Fátima

“O ruído, as explosões, as poeiras, o pó que se entranha nas casas, nas culturas, nas árvores e vegetação, a par de uma destruição massiva do pinhal e das azinheiras, fazem parte do dia-a-dia das populações afetadas”, lê-se no documento.

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Foto: Máquina / Pixabay

O PCP questionou o Governo sobre o acompanhamento que tem sido feito do impacto ambiental da exploração de pedreiras em Fátima, no concelho de Ourém, e que medidas tenciona o executivo socialista adotar na fiscalização desta atividade.

Numa pergunta entregue no Parlamento e dirigida ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, os deputados comunistas António Filipe e Alma Rivera referem que “os habitantes de diversas localidades situadas no sopé das serras de Aire e Candeeiros, designadamente na Maxieira, Casal Farto, Boleiros [freguesia de Fátima] e outras, são confrontados desde há muitos anos com as consequências ambientais da atividade de exploração de pedreiras nas proximidades, que causam um grave dano para a sua qualidade de vida”.

“O ruído, as explosões, as poeiras, o pó que se entranha nas casas, nas culturas, nas árvores e vegetação, as lamas no inverno, o tráfego de veículos pesados pelo meio dessas povoações, a par de uma destruição massiva do pinhal e das azinheiras, fazem parte do dia-a-dia das populações afetadas”, lê-se no documento enviado hoje à agência Lusa.

O PCP adianta que “cerca de 250 camiões, 80% deles transportando inertes sem lona de proteção e blocos de milhares de quilogramas, sem cintas de segurança, circulam diariamente, 10 horas por dia, pelo interior das aldeias, onde ao longo das vias, para além de casas de habitação, existem escolas primárias, centro de dia, capelas, centro desportivo e cemitério”.

“O acesso principal à pedreira faz-se a partir da estrada municipal 357 que liga Fátima à povoação do Bairro”, lê-se na pergunta, que enumera diversos impactos ambientais desta atividade, como as vibrações nas habitações ou na qualidade do ar e do som, exemplificando, neste último caso, com as “máquinas, explosões e veículos”.

Segundo o Partido Comunista Português, acresce o impacto nos recursos hídricos, na rede rodoviária e na paisagem e na ecologia, a perda de solos agrícolas, a instabilidade geológica, o aumento do nível de riscos, e a desvalorização patrimonial nas habitações e terrenos.

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