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Porto de Mós conclui no verão requalificação de 700 quilómetros de trilhos

Os trilhos têm um objetivo comum, que é permitir a visitação dos espaços de natureza do concelho de Porto de Mós, grande maioria em território do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

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Fórnea Porto de Mós
Foto: Fórnea, em Porto de Mós / NL


A Câmara de Porto de Mós prevê concluir no verão a requalificação, marcação e homologação de 700 quilómetros de trilhos pedestres, equestres e cicláveis, disse à agência Lusa o presidente do município.

“A rede de trilhos é composta por 700 quilómetros de percursos, divididos em percursos pedestres, equestres e cicláveis”, afirmou Jorge Vala.

Segundo o autarca, estes trilhos têm “um objetivo comum, que é permitir a visitação dos espaços de natureza do concelho de Porto de Mós, neste caso a grande maioria em território do Parque Natural [das Serras de Aire e Candeeiros], mas todo o concelho tem percursos, sendo certo que a perspetiva é sempre a conservação”.

Este projeto “tem por base o princípio da conservação da natureza e, portanto, foi estruturado em conjunto com o ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas]”, declarou.

O presidente da Câmara esclareceu que alguns dos trilhos “já existiam marcados”, mas tiveram de ser alterados, “outros foram apenas limpos e requalificados e marcados com placas informativas” homologadas pelo ICNF, estando-se “na fase final de identificação destes percursos”.

Jorge Vala explicou que o investimento integra a “requalificação de um antigo espaço abandonado em Alvados que será o centro de interpretação das serras de Aire e Candeeiros, na perspetiva da identificação e apoio aos trilhos, mas também a tudo aquilo que, de alguma forma, são os sítios mais importantes de visitar nesse território”.

Esse espaço foi no passado centro de desportos de ar livre, referiu Jorge Vala, acrescentando que está ainda contemplado um espaço de “receção à Fórnea”, em Alcaria.

Trata-se de um “módulo simples fabricado em madeira com pedra natural que será apoio para os visitantes e também a indicação de todo o percurso até ao anfiteatro da Fórnea”.

Segundo o sítio na internet do Município de Porto de Mós, a Fórnea é um anfiteatro natural com cerca de um quilómetro de diâmetro, “escavado nos calcários margosos, margas e calcários do Jurássico inferior e médio, sendo, por isso, um lugar rico em fósseis”.

“Localizando-se no Polje de Alvados, a Fórnea é uma extensa depressão com o fundo aplanado envolto por vertentes íngremes e por ribeiras temporárias afluentes do rio Lena, o rio Cabrão e o ribeiro da Fórnea, que se juntam para formar o rio Alcaide”, lê-se no ‘site’.

O investimento global é de cerca de 700 mil euros e tem financiamento de quase 500 mil euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, estimando-se que “em meados deste ano”, ainda no verão, possa estar concluído, disse o autarca.

“Agora temos um concurso aberto para toda a parte digital, para a ‘app’ [aplicação] ligada a estes trilhos, mas também as várias identificações do território e a sua compatibilização com os restantes processos digitais que já temos”, continuou.

Por exemplo, no Posto de Turismo existe um “painel digital que as pessoas podem consultar e, a partir dali, através de código QR, escolherem o trilho que querem fazer e poderem partir à descoberta do concelho”.

Insistindo que a perspetiva deste investimento “é muito a conservação” e destinado a um “turismo que procura momentos e até experiências diferentes”, Jorge Vala considerou que “se não tiver implícita a perspetiva da conservação, perde-se”.

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