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Presidente da Câmara de Leiria promete reivindicar mais por Leiria junto do Governo

“Vamos ter uma posição cada vez mais reivindicativa face ao poder central, independentemente de cores partidárias, na defesa dos superiores interesses de Leiria”, disse Gonçalo Lopes.

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Foto: Apresentação da candidatura de Gonçalo Lopes à Câmara de Leiria, acompanhado por António Costa e Lacerda Sales / PS

O presidente da Câmara de Leiria prometeu hoje uma “posição mais reivindicativa” junto do Governo na defesa dos interesses do concelho, durante o discurso do Dia do Município.

“Não podemos continuar alegremente a contribuir como poucos para a criação de riqueza nacional sem a justa contrapartida. Vamos ter uma posição cada vez mais reivindicativa face ao poder central, independentemente de cores partidárias, na defesa dos superiores interesses de Leiria”, disse Gonçalo Lopes (PS).

Segundo o presidente do município, “Leiria tem sido, de forma sucessiva e crónica, governo após governo, ignorada nos planos de investimento público”.

“Há dossiês decisivos para esta região que se arrastam há um tempo absurdo e que têm prejudicado o nosso desenvolvimento”, acrescentou.

Gonçalo Lopes exemplificou com a despoluição do rio Lis, a abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil, a modernização da Linha do Oeste, a ampliação e reforço dos profissionais de saúde do hospital de Leiria, a requalificação da rede de cuidados primários e o aumento de médicos de família, a passagem do Politécnico de Leiria a universidade, a reflorestação do Pinhal de Leiria e a construção de novas instalações para PSP e GNR e o “reforço urgente de efetivos”.

Gonçalo Lopes reforçou que “apesar dos feitos extraordinários alcançados por Leiria, seja pelo trabalho de excelência dos seus empresários, dos trabalhadores, líderes associativos, agentes culturais”, o “potencial de crescimento e de contributo para geração de riqueza nacional tem sido prejudicado por quem deveria”.


Leiria vai ter complexo de piscinas ao ar livre

Afirmando que não pretende avançar com “obras faraónicas”, mas com “intervenções táticas e cirúrgicas”, Gonçalo Lopes anunciou a construção de um complexo de piscinas ao ar livre, “há tanto tempo ansiado pela população de Leiria”, que “aumentará a atratividade da cidade e dará um forte contributo para a economia local”.

Outra das “grandes apostas” consiste na “consolidação de um corredor verde que atravessa toda a cidade” e irá avançar “em breve” com a requalificação da Rua Mouzinho de Albuquerque, “uma via central da cidade, que se apresenta profundamente degradada”.


Lacerda Sales alertou para o envelhecimento da população

O presidente da Assembleia Municipal de Leiria, António Lacerda Sales, falou sobre o envelhecimento da população a que o concelho não é alheio.

“Nos últimos 50 anos, nunca fomos tantos, nunca parámos de crescer, nunca possuímos tão elevados níveis de ensino, nunca o peso dos mais novos foi tão diminuto e nunca fomos tão velhos”, afirmou, ao referir que, nas últimas décadas, “Leiria fez o que se poderá chamar o seu ‘desconfinamento’ económico e abriu-se ao futuro”.

“Aventurou-se em iniciativas com sucesso de investimento na indústria e nos serviços, sem abandonar o setor primário, alargou, diferenciou e diversificou atividades, apostou em novos mercados e aproveitou e criou oportunidades. Leiria tornou-se atrativa para as pessoas, naturais e de múltiplas latitudes”, acrescentou Lacerda Sales.

Mas, segundo o presidente da Assembleia Municipal, “nem sempre fora de portas tem havido o reconhecimento” do que é Leiria, da sua “força e importância”, do seu “contributo nacional” e das “necessidades, potencialidades e aspirações”.

“Nem sempre nas portas certas e a horas ousámos reivindicar o que nos é devido por justiça ou equidade”, concretizou.

António Lacerda Sales adiantou que Leiria tem pela frente dois desafios “fundamentais”: “manter pujança e relevância demográfica, enquanto pressupostos de afirmação e fortalecimento do município e do seu progresso futuro” e “ter presente a configuração da estrutura etária e corresponder, em termos económicos, sociais, políticos e administrativos, às necessidades, oportunidades e, também, riscos que dela emergem”.

“Sabendo que outros, em muitas latitudes, dentro e fora, têm objetivos similares, devemos, com inteligência e sentido estratégico, fazer, de modo atempado, esclarecido e resoluto, as apostas necessárias que garantam maior aptidão e eficácia na resposta aos desafios que estão no horizonte. Desde logo: aposta na economia, no ambiente, na saúde, no urbanismo e mobilidade e na cultura”, disse ainda.

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