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Reportagem: Com mais ou menos cuidados, praias da região enchem ao fim de semana

“Se cuidarmos de nós próprios, cuidamos também dos outros,” referiu Francisca Vigia, vendedora de gelados, junto à zona da bola Nívea.

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Concerto-Marginal-Praia-Nazare
Foto: Concerto na Marginal da Praia da Nazaré / Pedro Carvalheiro

Num verão atípico marcado pela pandemia, no passado fim de semana, 19 e 20 de julho, o Notícias de Leiria saiu à rua, e foi às praias da região, saber o que dizem os veraneantes sobre a época de férias.

António-Gonçalves-Nazaré

Foto: António Gonçalves / Pedro Carvalheiro

“Estou sempre em férias. Semáforos? É tudo ao monte,” disse António Gonçalves, de 70 anos, quando questionado sobre a lotação da praia. “Aos sábados, domingos e feriados não entro no areal devido ao amontoado de pessoas,” avançou o reformado de Ourém, sentado no paredão da Praia da Vieira, a ver os pescadores a puxarem as redes do mar.

“Esfregar as mãos com álcool, cheirar o álcool para não deixar o bicho entrar, e não cumprimentar os outros com a mão. É preciso tomarmos conta do nosso corpo. Cheirar o álcool é importante,” brincou António Gonçalves, sobre os cuidados, antes de aceitar ser fotografado para o Notícias de Leiria.

“Não faço férias. Não tenho hora nem dia para vir. Moro aqui perto, estou sempre aqui,” desabafou Saúl Guerra, também reformado, a morar em Moinhos de Carvide, sentado, ali ao lado, também na Vieira, a olhar o mar.

“Tenho que ter cuidado aqui e em todo o lado,” lembrou ainda Saúl Guerra sobre os cuidados a ter nas idas à praia.

“Já são férias na Nazaré. Para mim é normal. Sou daqui, e estou sempre na praia, mas agora com mais cuidados e cautelas. Costumo ir passar uns dias ao Algarve, mas este ano não vou devido à situação que estamos a viver,” lamentou Sara Moreira, de 18 anos,  que encontrámos a sair do areal da Nazaré com uma amiga.

“Se cuidarmos de nós próprios, cuidamos também dos outros,” referiu, pouco tempo antes, à entrada da Praça Sousa Oliveira, perto da zona da bola nívea, Francisca Vigia, de 16 anos, a vender gelados.

“Sou daqui, e estou sempre na praia, pra mim é sempre férias,” lembrou a vendedora.

Praça Central na Nazaré

Foto: Nazaré / Pedro Carvalheiro

“Tomamos as devidas precauções. Não me meto em aglomerados e multidões.” Ainda na praça principal da Nazaré, onde eram muitas as pessoas, avançou Manuel Almeida, de 72 anos, que veio de Castelo Branco com a esposa.

“Estou na Nazaré de férias os últimos 15 dias de julho. Passo aqui férias há oito anos, e este ano não fiquei em casa. Antes daqui, fui 20 anos para o Alvor, na zona de Portimão,” lembrou o albicastrense.

“Este ano está fraco,” desabafou uma nazarena, que preferiu não se identificar, junto à marginal. De cartaz na mão, a arrendar quartos, a mulher queixou-se ainda ao Notícias de Leiria do lixo que as pessoas deixam no areal, e não quis falar sobre o verão marcado pela pandemia da covid-19.

Quer na Vieira, ou na Nazaré, a espaços, nos passeios e nas esplanadas, poucas eram as pessoas que usavam máscara. Na marginal, nas esplanadas dos cafés, algumas bem cheias e com música ao vivo, e no areal, eram muitos os veraneantes, e não se notava a distância social de segurança. As filas de barracas no areal da Nazaré foram montadas, como habitualmente, encostadas pela parte de trás, uma virada ao porto de abrigo e outra ao Sítio, mas agora desencostadas em cerca de um metro.

Também na entrada do areal havia alguns cartazes com avisos sobre as regras de segurança.

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