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Opinião

Saúde, de onde vens, para onde vais?

“O sistema de saúde defendido pelo candidato liberal coloca o indivíduo no centro, este passa a ter poder de escolha do hospital onde quer ser tratado sem preocupações ideológicas e acima de tudo, sem filas de espera”.

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Opinião de Telmo Filipe Marques
Foto: DR

No primeiro frente a frente, com todos os candidatos presidenciais, surgiu uma súbita preocupação com a saúde. Muito provavelmente pela presença de uma candidatura Liberal (finalmente), representada por Tiago Mayan Gonçalves. Este candidato, antes um pacato desconhecido para a maioria dos eleitores, tem-se revelado exímio na defesa de um sistema de saúde verdadeiramente universal para todos os portugueses. O candidato vocalizou a necessidade urgente da participação dos sectores sociais e privados na prestação de serviços de saúde, especialmente no contexto pandêmico. Em boa verdade, o utente não deveria ter a preocupação de conhecer o dono do hospital, o utente – e tratando-se de um serviço básico que deve ser universal – deve ter como primordial preocupação a rápida resposta ao rastreio e posterior terapia de cura. Uma vez que existem recursos disponíveis, faz todo o sentido utilizar todos os prestadores disponíveis, e não esperar por um eventual reforço de meios físicos e humanos do SNS.

Podemos também acrescentar a esta equação o fim das Parcerias Público Privadas (PPP’s). São completamente esquecidos os resultados da Entidade Reguladora da Saúde, onde os utentes são protegidos por padrões de qualidade mais exigentes ou que nem existem na monitorização dos hospitais de gestão pública. Para agravar a situação, o país não tem dinheiro e necessitará de investimento internacional para dar respostas às necessidades dos cidadãos. Caso contrário não o conseguiremos fazer, assim como as que foram feitas no passado recente teriam alguma vez existido se não fossem as PPP’s.

O sistema de saúde defendido pelo candidato liberal coloca o indivíduo no centro, este passa a ter poder de escolha do hospital onde quer ser tratado sem preocupações ideológicas e acima de tudo, sem filas de espera. O modelo de saúde proposto é utilizado com sucesso na maioria dos países desenvolvidos europeus, nomeadamente na Alemanha, cuja política assertiva resultou em indicadores económicos bastantes satisfatórios, e acima de tudo, respondeu às necessidades do cidadão alemão comum; porque é isso que realmente interessa: satisfazer os cuidados de saúde de quem necessita.

Podem os mais céticos dizer que a Alemanha investe na saúde, em proporção, 9% do PIB, contra os 6% de Portugal. Mas como tudo na vida, é uma escolha: a Alemanha canalizou a proporção de 40 euros por cidadão para o investimento no hidrogénio, já Portugal optou por investir 400 euros por cidadão. São escolhas e prioridades.

 

Artigo em co-autoria com Lino Franco, empresário e membro do núcleo de Leiria do partido Iniciativa Liberal.

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