Ligue-se a nós

Sociedade

Trovoada originou fogo que matou bombeiro na Lousã em julho

O incêndio resultou na morte de José Augusto, 55 anos, chefe de equipa dos bombeiros voluntários de Miranda do Corvo e ferimentos noutros três bombeiros.

Publicado

em

Por

Trovoada
Foto: Trovão / Pixabay

O incêndio florestal ocorrido em julho na serra da Lousã, que resultou na morte de um bombeiro, teve origem numa descarga elétrica associada a uma trovoada, afirma o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

No resumo do relatório técnico sobre as “condições meteorológicas relativas ao incêndio na Lousã em 11 de julho de 2020”, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o IPMA refere que foi identificado “um registo de uma descarga elétrica atmosférica às 18:20 locais”, a 100 metros do local do incêndio, “sendo que a margem de erro associada a esta descarga elétrica (na ordem de 200 m) permite inferir que esta descarga pode ter despoletado o incêndio da Lousã”.

O incêndio da serra da Lousã resultou na morte de José Augusto, 55 anos, chefe de equipa dos bombeiros voluntários de Miranda do Corvo e ferimentos noutros três bombeiros. Chegou a ser combatido, ao longo de cinco horas, por cerca de 250 operacionais dos distritos de Coimbra e Leiria.

O IPMA frisa que “foi considerado que o incêndio teria tido início devido a uma descarga elétrica associada a trovoada e que o acidente com os bombeiros teria estado relacionado com uma mudança no rumo do vento, tendo também sido reportada a existência de muito fumo junto ao solo”, possibilidades que foram analisadas no relatório de 53 páginas, através da avaliação das condições meteorológicas.

Segundo o ICNF, a área ardida do incêndio atingiu 2,75 hectares (27,5 mil metros quadrados, o equivalente a quatro campos relvados de futebol de 11) de terrenos privados, sendo meio hectare de pinheiro bravo com 35 anos e os restantes 2,25 de matos e incultos.

FARMÁCIAS DE SERVIÇO EM LEIRIA

POPULARES